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Enfermagem no Luxemburgo,
sem rodeios.

O que o espera, o que se ganha e o que preferimos dizer antes de o dizer tarde de mais.

Onde faltam mãos

Geriatria e cuidados continuados

A população do Luxemburgo envelhece e o número de lugares em CIPA e maisons de soins cresce mais depressa do que o número de profissionais formados no país. É aí que estão as vagas — não tanto no bloco ou nos cuidados intensivos.

Para quem vem da geriatria em Portugal, o trabalho é reconhecível: os mesmos cuidados, outra organização e mais documentação. O que muda mais é o registo escrito, que aqui é levado muito a sério.

A comunidade portuguesa é a maior comunidade estrangeira do país. Em muitos lares há residentes que falam português — e isso, num serviço, vale mais do que parece.

Refeição acompanhada num lar de terceira idade
Com franqueza

O que não prometemos

Não prometemos uma decisão favorável. Quem decide sobre o reconhecimento é o Ministère de la Santé, e nós não temos influência nenhuma sobre isso.

Não prometemos prazos que não controlamos. A nossa parte demora dias; a parte dos serviços públicos demora o que demorar, e dizemos-lhe o estado real mesmo quando é incómodo.

Não prometemos que o salário resolve tudo. Os ordenados no Luxemburgo são altos, mas a habitação também — e quem faz as contas só depois de chegar costuma ter uma surpresa desagradável.

Momento de convívio ao ar livre
Porque é gratuito para si

Quem paga somos nós a receber da instituição

Nunca cobramos nada a candidatos. Não é generosidade nossa: cobrar a quem procura emprego é contrário à Convenção 181 da Organização Internacional do Trabalho e ao código de conduta da OMS sobre recrutamento internacional de profissionais de saúde.

Os nossos honorários são pagos pela instituição que o contrata. Por isso não temos qualquer interesse em empurrá-lo para um posto onde não se sinta bem — uma colocação que não dura não nos serve de nada.

Perguntas frequentes

O que nos perguntam mais vezes

A CareBridge cobra-me alguma coisa?

Não. O nosso serviço é gratuito para enfermeiros — antes, durante e depois da colocação. Quem nos paga é a instituição que o contrata. Se alguém invocar o nome CareBridge e lhe pedir dinheiro, escreva-nos.

Preciso mesmo de falar francês?

Nem sempre. Em muitas instituições do leste e do norte do país o alemão leva tão longe quanto o francês. Sem nenhuma das duas línguas será difícil — e dizemos-lhe com franqueza que nível é realmente exigido no seu caso.

Já vivo no Luxemburgo. O processo é diferente?

É mais curto. A matrícula na comuna, o número de segurança social e o domicílio já estão tratados. Falta o reconhecimento do título e, muitas vezes, apenas o vocabulário clínico na língua de trabalho.

Trabalho como auxiliar. Posso passar a enfermeiro?

Se tem diploma português de enfermagem, sim — é precisamente o caso mais frequente que nos chega. Muita gente exerce cá funções abaixo da sua qualificação porque o reconhecimento nunca foi tratado. É um processo com prazos, não uma porta fechada.

E se depois perceber que não é para mim?

Então conversamos. Não temos interesse nenhum em que alguém aguente à força — para nós a colocação só conta quando, passados seis meses, continua no posto e quer lá estar.

Que documentos devo reunir primeiro?

Diploma com suplemento, cédula profissional da Ordem dos Enfermeiros e declarações das entidades onde trabalhou. Se tiver certificado de língua, junte-o. Falta alguma coisa? Diga na mesma — indicamos a ordem pela qual tratar.

Primeiro passo

Comecemos pelos seus documentos

Formação, tempo de serviço, línguas. Respondemos em português no prazo de dois dias úteis.